O tratamento em fase de estudos com camundongos está sendo testado por pesquisadores do Mount Sinai Health System, em Nova York, e da City of Hope, em Los Angeles, Estados Unidos.
A técnica consiste em uma abordagem terapêutica envolvendo dois componentes medicamentosos, a harmina, uma substância natural encontrada em algumas plantas e um agonista do receptor GLP1.
A ação combinada da harmina, que inibe a enzima DYRK1A e da enxendina-4, que atua estimulando moléculas agonistas do receptor GLP1, induz a replicação de células beta.
Em estudos pré-clínicos, células beta humanas produtoras de insulina foram inseridas em camundongos doentes que posteriormente receberam o tratamento combinado com os dois princípios ativos.
Como resultado, as células beta transplantadas aumentaram em até 7 vezes a produção de insulina no período de apenas três meses. Adicionalmente os sintomas de diabetes se tornaram indetectáveis um mês após a suspensão do tratamento.
Entretanto pesquisas mais avançadas serão necessárias para se conhecer os mecanismos de ação dos medicamentos e se os benefícios terapêuticos apresentam segurança e eficácia comprovada para utilização em humanos.
O diabetes é causado pela redução na quantidade ou pela perda de função das células beta produtoras de insulina. Mais de 10% da população mundial é afetada por esta condição que altera o metabolismo do açúcar.
O potencial de tratamentos regenerativos na medicina moderna é enorme, revelando amplas possibilidades de esperança para cura de muitas doenças, inclusive o diabetes.
Bibliografia
ROSSELOT, Carolina et al. Harmine and exendin-4 combination therapy safely expands human β cell mass in vivo in a mouse xenograft system. Science – Science Translational Medicine [S.I]. New York, USA, Julho, 2024. Disponível em https://www.science.org/doi/10.1126/scitranslmed.adg3456. acesso em 24/07/2024 às 16:30 h.
Imagem da Capa – Image by stanias from Pixabay – Disponível em https://pixabay.com/photos/diabetes-elta-the-meter-3426247/. Acesso em 24/07/2024 às 19:00 h.